A saúde mental no trabalho Burnout
A saúde mental no trabalho é um desafio crescente no Brasil, impulsionado por estresse, sobrecarga e falta de suporte organizacional. Pesquisas recentes destacam o aumento alarmante de transtornos como ansiedade, depressão e Burnout, com impactos significativos na produtividade e no bem-estar dos trabalhadores. Estatísticas Recentes em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, o maior número em pelo menos dez anos, com um aumento de 68% em relação a 2023; mulheres representam 64% dos casos, com idade média de 41 anos. De 2012 a 2024, notificações de transtornos mentais relacionados ao trabalho subiram para 19.644 casos em 2023, concentrados no Sudeste e Nordeste, resultando em incapacidades temporárias ou permanentes. Cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem de Burnout, colocando o país em segundo lugar mundialmente nessa condição. Fatores de Risco Sobrecarga laboral, longas jornadas, assédio moral e falta de autonomia são os principais gatilhos, agravados pela pandemia de Covid-19 e teletrabalho. Uma pesquisa de 2024 da Creditas Benefícios indicou que 86% dos trabalhadores enfrentaram problemas mentais no emprego, com estresse (65%), ansiedade (54%) e insônia (40%) liderando. No setor de saúde, 45% dos médicos apresentam transtornos como depressão ou Burnout. Intervenções e Regulamentações Novas normas como a Portaria MTE 1.419/2024 obrigam empresas a incluir riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com avaliações e medidas preventivas. Estudos recomendam programas de bem-estar, flexibilização de horários e treinamentos em saúde mental para reduzir o adoecimento. Abordagens integradas, envolvendo políticas públicas e ações corporativas, mostram eficácia na melhoria do clima organizacional.
Fontes: Globo/PucMinas/Universidade Federal da Paraíba